sexta-feira, 20 de março de 2009



Sinuhe o Egipcio
Seu enredo é executado no período fascinante do antigo Egito ,durante o reinado do faraó Akenaton, o primeiro governante monoteísta da história.
O protagonista do romance, porém, não é o faraó, mas Sinuhe, o médico real, que narra a história do exílio após a morte de Akenaton. Para além dos eventos no Egito, o romance relata as viagens de Sinuhe pela Babilônia, Creta, a civilização Hitita e outros povos vizinhos do Egito.
O conteudo do livro, possui uma riqueza de detalhes tao grande , como alimentaçao, vestuario, arquitetura, paisagens, que faz com que o leitor viage pelo antigo egito.
O protagonista do romance leva o nome de um antigo texto egípcio conhecido como as aventuras de Sinuhe. Esta história remonta a uma época muito antes de Akenaton , foi escrita na epoca do medio imperio , em cerca de 2000 a.C .
O livro Sinuhe o Egipcio, de Mika Waltari, foi traduzido em 40 idiomas.
Em 1954 foi lançado um filme baseado no romance.
Um livro imperdível e fascinante, principalmente para os amantes de História como eu.

domingo, 15 de março de 2009




Ao ler alguns livros sobre o Egito, ou ate romances, é necessario entender pelo menos um pouco da civilização Egípcia . Portanto, segue abaixo, um resumo da historia do Egito.



A civilização Egípcia

A desertificação do Saara e do deserto arábico, cerca de 10.000 anos atrás, levou as populações do nordeste da África a se instalarem ao longo do rio Nilo que cortava como um oásis o continente africano.
Ainda no período neolítico, populações semi-nômades instalaram-se às margens do rio Nilo, dando origem a notável civilização egípcia.
As inundações regulares depositavam nas margens do Nilo o húmus responsável pela fertilidade do solo, que tornava possível a prática da agricultura nestas áreas privilegiadas.
Entre as primeiras civilizações orientais pertencentes ao modo de produção asiático, baseadas na servidão coletiva, a egípcia sobressaiu-se como uma das mais grandiosas e a mais duradoura. Marcadas pelas grandes obras hidráulicas fundamentais para a agricultura, a civilização egípcia contava com um Estado despótico que controlava a estrutura socioeconômica e administrativa graças as instituições burocráticas, militares, culturais e religiosas que controlavam e subordinavam toda a população
Egito
Localizado no Nordeste da África. Numa região predominantemente desértica, a civilização egípcia desenvolveu-se no fértil vale do Nilo, beneficiando-se do seu regime de cheias. Faz fronteira ao norte com o mar Mediterrâneo, a leste com Israel e o mar Vermelho, ao sul com o Sudão e a oeste com a Líbia. Possui uma superfície de 997.738 km2. Sua capital é o Cairo.
O Egito é fruto do rio Nilo, berço de uma das civilizações mais grandiosas da antigüidade, cujas referências históricas remontam a 3200 a.C. O Nilo é rio mais extenso do mundo, possui 6400 km, com suas vazantes , fertiliza vastas extensões de terra, tornando possível fartas semeaduras. O vale compõe-se de uma faixa que se estende pelas margens do Nilo, com cerca de mil quilômetros de comprimento por dez de largura. Por ser uma região de clima seco e área desértica, os egípcios da região do vale souberam aproveitar as enchentes periódicas do rio Nilo para obter água e tornar a terra propícia à prática da agricultura.
“Na realidade, o Egito é uma dádiva do Nilo”, reconhecia Heródoto, historiador grego que visitou o país cinco séculos antes do nascimento de Cristo. Graças ao Nilo, o Egito é um oásis no meio de montanhas de áridas e de dois dos maiores desertos do mundo: o do Saara e o da Núbia.
Território
Este território compreende o vale e o delta do rio Nilo. Mais de 90% são áreas desérticas, entre as quais se encontram: a oeste, o deserto da Líbia, parte do Saara, que compreende o Grande Mar de Areia, onde se localizam várias depressões com altitudes abaixo do nível do mar, como Qattara; a leste, o deserto Arábico, que contorna o mar Vermelho e o golfo de Suez; e no extremo sul, o deserto da Núbia. Na península do Sinai, um deserto arenoso no norte e de montanhas escarpadas no sul, encontra-se o monte Sinai, que vem a ser o ponto mais alto da região. O Nilo entra no Egito pelo Sudão e corta o país em direção ao norte, onde desemboca no mar Mediterrâneo. O lago Nasser, formado pela represa de Assuã, se estende para o sul através da fronteira com o Sudão. O limo depositado pelos braços Roseta e Damieta, os principais da vasta desembocadura no Mediterrâneo, fazem do delta a região mais fértil do país.
O clima se caracteriza por uma estação quente, de maio a setembro, e outra fria, entre novembro e março. As precipitações são escassas. No deserto há uma grande amplitude térmica, com frio intenso à noite e altas temperaturas diurnas.

Definição do Modo de Produção Asiático (ORIENTE ANTIGO) Modo de produção batizado por Karl Marx de modo de produção asiático, comum às sociedades antigas do oriente, mas também, àquelas do norte da África e da América pré-colombiana. Assim, o Egito antigo, a China e a Índia, mas também, os Astecas e Incas conheceram um modo de produção com características semelhantes, fundadas em algumas premissas básicas o Estado dissolve as comunidades primitivas de agricultores pelo modelo de vida aldeã. Características: Ø Não havia nestas sociedades antigas, a propriedade privada da terra.
Ø Toda a terra pertencia ao Estado, ou melhor, ao Déspota (soberano político e religioso de seu povo) dono da vida e da posse de seus súditos;
Ø Milhares de aldeias espalhadas pelo reino se constituíam na base econômica da sociedade, governadas por poucas cidades com características mais militares que mercantis;
Ø As aldeias eram auto-suficientes, mas dependiam das obras de irrigação promovidas pelo Estado;
Ø Os tributos cobrados pelo Estado estagnavam a economia aldeã, ao passo que, a vida luxuosa dos palácios e templos às custas de agricultores, pastores e artesãos.
Ø O déspota também possuía um considerável número de escravos, possibilitando-lhe acumular riquezas além das possibilidades econômicas das aldeias, fato que explica a magnitude das obras de arquitetura das cidades imperiais.
Numa perspectiva histórica, o modo de produção asiático é, portanto, responsável pelo aparecimento da instituição política do Estado e sua finalidade econômica de controle e organização demonstra o aprofundamento da divisão intelectual do trabalho, tornando o trabalho manual condição de classe de homens inferiores à linhagem dos nobres senhores militares e religiosos. No oriente, portanto, a dissolução da comunidade primitiva corresponde ao aparecimento do Estado, sob a forma de propriedade estatal da terra.

Período Pré-Dinástico -


Período da unificação (protodinástico) compreende da I à II Dinastia (3100-2755 a.C.), Capital: Tínis Necrópole: Abidos Origem: Egípcia O período pré-dinástico abrange de 4000 a.C. a 3100 a.C., aproximadamente. Há milhões de anos, vários humanos nomades de diferentes origens ocuparam o vale do Nilo. Com a domesticação de animais e cultivo de plantas, esses grupos se fixaram e começaram a se organizar em pequenos estados. Com base em interesses comuns, as aldeias foram se juntando em unidades administrativas independentes , essas unidades eram chamadas spats e foram posteriormente designadas pelo termo nomos,no qual foram agrupando-se durante séculos na região de Faium ( as margens do Rio Nilo ). Cada nomo era governado por um único chefe, o nomarca que acumulava as funções de líder militar, juiz e rei. Os nomos, por serem independentes, muitas vezes se reuniam e faziam tarefas importantes como; construir barragens, represas e etc. Os nomos passaram a guerrear entre si, pois na medida em que a povoação crescia, eles faziam guerras para ver quem tomava a posse das terras mais férteis. Ao fim desses conflitos seculares, os vencedores impunham seu domínio aos vencidos, e desse processo resultou a formação de dois reinos: -O Baixo Egito, no delta do Nilo. Cidade de Buto-O Alto Egito, no vale do Nilo. – Cidade de Hieracômpolis Nesse período pré-dinástico, a população vivia da caça, pesca, agricultura, pecuária e também das atividades extrativas. Cultivavam trigo, cevada e linho; criavam-se porcos, bois e carneiros. Das montanhas que margeavam o vale retiravam-se granito, basalto e pedra calcária; das regiões da Núbia extraía-se ouro. A tamareira, o tamariz e o sicômoro forneciam madeira para a construção dos barcos que navegavam o Nilo. O desenvolvimento da cultura egípcia foi quase totalmente interno. Houve apenas alguns elementos de evidente influencia mesopotâmica : o selo cilíndrico, a arquitetura monumental, certos motivos artísticos e, talvez, a própria idéia da escrita. Há nessa época progressos básicos nas artes, ofícios e ciências. Trabalhou-se a pedra, o cobre e o ouro (instrumentos, armas, ornamentos , jóias) Havia olarias, vidragem: sistemas de irrigação. Foi- se formando o Direito baseado nos usos e costumes tradicionais . Os grupos familiares constituíam- se em clãs que adotavam um animal como entidade protetora “ o totem”. representando um antepassado comum. Chamavam o deserto de “deshert ” ou terra vermelha , e a terra das margens do rio Nilo de Kemet ou Terra preta que também é o nome que os antigos egípcios usavam para se referir a sua pátria. Com diferentes deuses, dialetos, costumes e filosofias, as guerras eram constantes, o que acabaria por enfraquecê-los ,tornando-os vulneráveis aos ataques externos. Alem disso a necessidade de melhor aproveitamento da terra, por meio de uma drenagem mais eficiente do rio e da construção de extensos canais de irrigação, aliada à necessidade de expansão do comércio, levou à unificação do alto e do baixo Egito

Em 3100 a.C Menes o Rei do Alto Egito consciente da inutilidade desses conflitos,e da necessidade de melhorias na sociedade, conquista o Baixo Egito, unificando os dois reinos. Tornando-se então o primeiro faraó e o fundador da primeira dinastia egípcia, finalizando o período Pré-dinastico, tornando Tinis a capital de seu vasto império. Essa unificação não se deu somente através da força militar, e sim a escrita no qual teve um papel fundamental para controle dos nomos, registro de tropas, controle de tributos. Menés, figura lendária (não existem provas documentais da sua existência) é tambem é identificado por alguns historiadores como Narmer. No entanto, o mais antigo rei conhecido da primeira dinastia é Hor-Aha, e o primeiro rei a reinvidicar ter unido as duas terras. Porem de acordo com o historiador Manethon, o primeiro rei foi Menés ou Narmer, este sendo o último rei do período pré-dinástico, representado, num relevo de Hieracômpolis, com as duas coroas dos reinos unificados. As primeiras dinastias eram denominadas tinitas por terem a capital em Tinis. Neste período houve um aumento da prosperidade econômica do país, incrementado pelas expedições à costa do mar Vermelho e às minas de cobre e turquesa do Sinai A vitória de Menes , significou a vitória do totem do seu clã ,o falcão Hórus. Outros totens egípcios, passaram à categoria de deuses secundários ou de divindades locais. A figura do faraó confundia-se com o próprio Hórus e a autoridade da monarquia egípcia apoiou-se, em grande parte, nas noções de imortalidade e de caráter divino do governante. Tais idéias, aliadas a uma sólida organização administrativa, constituíam os elementos efetivos que asseguravam a continuidade do poder real. Cabia ao faraó – o rei-deus – administrar os recursos do reino e, na qualidade de imortal, desempenhar o papel de mediador entre os súditos e as divindades. . Durante a I e II Dinastias (3100-2755 a.C.) , construíram-se importantes complexos funerários chamados de mastabas (estruturas funerárias que antecederam às pirâmides) para os faraós em Abidos e Sakkara. Os hieróglifos (escrita figurativa), forma de escrever a língua egípcia, encontravam-se então em seu primeiro nível de evolução e já mostravam seu caráter de algo vivo, como o resto da decoração. Essa época foi marcada pelo uso da escrita e de um calendário de 365 dias, baseado nos movimentos do Sol. A divisão do ano em doze meses de trinta dias é de origem egípcia; os romanos adotaram-na e ainda hoje é conservada com pequenas modificações. Unificados, o alto e baixo Egito transformaram-se no mais poderoso império da antiguidade.

Modelo Teocrático
Nessa época, o estado egípcio, foi uma monarquia despótica de origem divina - teocracia – baseada na servidão coletiva (modo-de-produção asiático) dos camponeses (felás) e na exploração, em menor escala, do trabalho escravo. É importante destacar que o Estado (faraó) era o proprietário das terras e dos excedentes produzidos. Na prática, altos funcionários do governo, sacerdotes e governadores de províncias - os nomarcas -, possuíam a propriedade efetiva das terras, e deviam tributos ao Estado. Arte e Arquitetura no Período Pré DinásticoOs primeiros povoadores pré-históricos assentaram-se sobre as terras ou planaltos formados pelos sedimentos que o rio Nilo havia depositado em seu curso. Os objetos e ferramentas deixados pelos primeiros habitantes do Egito mostram sua paulatina transformação de uma sociedade de caçadores-catadores seminômades em agricultores sedentários. O período pré-dinástico abrange de 4000 a.C. a 3100 a.C., aproximadamente.

Resumo Pré Dinástico ou dinástico primitivo (2920-2575):

Abarca as três primeiras dinastias. Nesse período fixou-se a escrita hieroglífica e houve progressos técnicos importantes. Ainda era um período de descentralização política, no qual se deu, porém, a formação dos nomos. Foi também nessa época que se construíram as primeiras obras hidráulicas. No final do período houve a formação de dois reinos, o do Alto Egito (região do interior do território) e o do Baixo Egito (área cheia de regiões alagadiças, onde se encontra o Delta do rio), ambos unificados pelo primeiro faraó: Menes (por isso a monarquia egípcia se chamou “monarquia dual”: unificou dois reinos distintos). Foi com a unificação (nesse período ainda precária) que se iniciou a longa era dos faraós.
Ø Período da unificação do Alto e Baixo Egito
Ø Spats = nomos – unidades administrativas governadas pelos nomarcas , chefe dos nomos.
Ø Menes o primeiro rei
Ø Capital Tinis Período Tinita Dinastias Tinitas
Ø Utilização da escrita
Ø Desenvolvimento do calendário de 365 dias, dividindo o ano em 12 meses
Ø Totem Horus
Ø Modelo Teocrático
Ø Agricultura sedentária Ø Construção de mastabas



PERÍODO DINÁSTICO (3200-332 A.C.)
Antigo Império (3200-2300 a.C.)

O Estado egípcio era uma Monarquia despótica de origem divina, baseada na servidão coletiva dos camponeses. A intensa religiosidade favorecia a preservação do poder do faraó e da ordem social. Foi durante o período dinástico que se deu o crescimento territorial, econômico e militar do Egito. Este período é dividido em: Antigo Império (3200-2300 a.C.) Médio Império (2000-1580 a.C.) Novo Império (1580-525 a.C.) Ø Antigo Império Com a unidade política criada por Menes, a capital do Egito passou a ser a cidade de Tinis, e mais tarde, foi transferida para a cidade de Menfis, atual Cairo O Império Antigo compreende da III à VI Dinastias. A religião desempenhou um papel importante, como fica evidenciado pela riqueza e número dos templos; de fato, o governo tinha evoluído para um sistema teocrático, no qual o faraó era considerado um deus na terra, razão pela qual gozava de poder absoluto. O Egito ainda não se constituía como um Estado militarizado e expansionista. As expedições militares tinham como objetivo apenas o saque e a busca de matérias-primas e escravos. Na III dinastia, os faraós iniciaram a construção de pirâmides, substituído-as no lugar das mastabas. O arquiteto, cientista e pensador Imhotep construiu para o faraó Zoser (c. 2737-2717 a.C.) uma pirâmide em degraus de pedra e um grupo de templos, altares e dependências afins. A IV Dinastia começou com o faraó Snefru que, entre outras obras significativas, construiu as primeiras pirâmides em Dahshur. Snefru realizou campanhas na Núbia, Líbia e o Sinai. Foi sucedido por Queóps, que erigiu a Grande Pirâmide em Gizé. Redjedef, filho de Queóps (reinou em 2613-2603 a.C.), introduziu uma divindade associada ao elemento solar (Rá) no título real e no panteão religioso. Deste período é o famoso conjunto monumental de Gizé, onde se encontram as pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos , faraós da IV dinastia. Com a IV Dinastia, a civilização egípcia conheceu o auge do seu desenvolvimento, que se manteve durante as V e VI Dinastias. O esplendor manifestado nas pirâmides se estendeu para numerosos âmbitos do conhecimento, como arquitetura, escultura, pintura, navegação, artes menores, astronomia (os astrônomos de Mênfis estabeleceram um calendário de 365 dias) e medicina. A escultura caracterizava-se pelo estilo hierático, a rigidez, as formas cúbicas e a frontalidade. Primeiro, talhava-se um bloco de pedra de forma retangular; depois, desenhava-se na frente e nas laterais da pedra a figura ou objeto a ser representado. Destaca-se, dessa época, a estátua rígida do faraó Quéfren (c. 2530 a.C.). A escultura em relevo servia a dois propósitos fundamentais: glorificar o faraó (feita nos muros dos templos) e preparar o espírito em seu caminho até a eternidade (feita nas tumbas). Na cerâmica, as peças ricamente decoradas do período pré-dinástico foram substituídas por belas peças não decoradas, de superfície polida e com uma grande variedade de formas e modelos, destinadas a servir de objetos de uso cotidiano. Já as jóias eram feitas em ouro e pedras semi-preciosas , incorporando formas e desenhos, de animais e de vegetais. A arte egípcia já se apresentava com todas as suas características, nessa época de maior esplendor da civilização egípcia. O território se estendeu até a segunda catarata do Nilo, e realizaram-se expedições à Núbia e à Líbia. Aumentou o comércio marítimo no Mediterrâneo oriental e se iniciou a exploração das minas de cobre do Sinai, das pedreiras de Assuã e do deserto núbio. Ao finalizar a VI dinastia, o poder central do Egito havia diminuído e os governantes locais decidiram fazer as tumbas em suas próprias províncias, em lugar de serem enterrados perto das necrópoles dos faraós a quem serviam. Desta dinastia data a estátua em metal mais antiga que se conhece no Egito: uma imagem em cobre (c. 2300 a.C.) de Pepi A partir do governo de Pepi II no inicio da sexta dinastia, após um período de longa estabilidade política e social, o império foi se desmoronando, agitado por revoltas entre os nobres, rebeliões de camponeses e invasões de povos estrangeiros nômades, provocando o enfraquecimento da autoridade do faraó. Após longa fase de lutas internas, que marcaram o fim do Antigo Império, o Egito entrou em decadência, fase também conhecida como período feudal egípcio. “A autoridade do faraó, entretanto, foi, aos poucos sendo minada pelo aumento do poder dos nomarcas, que acumularam uma quantidade de riquezas cada vez maior e aumentaram suas posses às custas das terras dos nomos. Passaram a transmitir o cargo, por herança, aos filhos e a exercer um domínio político local mais efetivo, tanto que alguns historiadores , apressada e erradamente, chegaram a identificar esse período da história egípcia com o feudalismo medieval” ( três autores –História das Sociedades, ed, Ao Livro Técnico). O Estado unitário deu lugar a uma série de pequenas unidades políticas, durante a fase conhecida como Primeiro Período Intermediário Neste período, sucederam-se cinco dinastias no poder (da VII à XI). Primeiro período intermediário Como conseqüência das dissensões internas, as notícias sobre a VII e VIII Dinastias são bastante obscuras. Parece claro, no entanto, que ambas governaram a partir de Mênfis e duraram apenas 25 anos. Nesta época, os poderosos governadores provinciais tinham o controle completo de seus distritos e as facções no sul e no norte disputaram o poder. Esse foi um período de grande anarquia em todo o Egito, de grande instabilidade política e invasões externas. Os nomarcas agiam como pequenos reis. Foi também um momento de declínio econômico e de revolução social. Nômades asiáticos aproveitam para invadir a região do Delta. O colapso político, porém, está associado à falta de inundações, que trouxe fome e desorganização da economia. Aos poucos o Egito se reestruturou, mas, assim mesmo, a política externa ainda se resumia a lutas repetidas contra a Líbia. Se no Reino Antigo o faraó era a mais absoluta autoridade (ao mesmo tempo autoridade religiosa, militar, civil e judiciária), com a complexidade da administração, ele precisou delegar tarefas a sacerdotes e funcionários (escribas, nomarcas). Época marcada pelo descontrole da administração central, exercido por mais de 70 chefes consecutivos e com gestões efêmeras, de tal modo que qualquer aventureiro ou salteador se intitulava rei até ser morto em seguida por outro usurpador. O nome mais conhecido desta era foi Neferkare Literatura no Antigo ImpérioA literatura mais antiga que se conserva procede do Império Antigo. As inscrições funerárias das pirâmides são hinos aos deuses e revelam rituais de oferendas. Muitas inscrições autobiográficas de tumbas privadas recordam a participação do defunto em acontecimentos históricos.

Literatura no Primeiro período intermediário
Desenvolve-se entre os anos 2255 e 2035 a.C. Deste período datam várias lamentações, entre elas, O diálogo de um homem com sua Ba ("alma"), é um debate sobre o suicídio; e outra, o exemplo mais antigo das canções que cantavam os harpistas nos banquetes funerários, aconselha: "Coma, beba e seja feliz, antes que seja tarde!".

Resumo ANTIGO IMPÉRIO (3200-2300 a.c.)

Ø Mudança da capital de Tinis para Menfis, no Delta ;
Ø A IV Dinastia empreende a construção das grandes pirâmides de Queóps, Quéfrem e Miquerinos;
Ø Centralização do poder nas mãos do Faraó, estado unitário
Ø Monarquia absoluta de caráter teocrática. Ø Não existia propriedade privada, todas as terras pertenciam ao Estado
Ø Rígida hierarquia social dificultava o surgimento de uma classe de comerciantes. Ø No topo da hierarquia social: faraó e família.
Ø Distribuição em camadas sociais: nobreza, sacerdotes, escribas, soldados, camponeses, artesãos e escravos.
Ø Modo de produção Asiático – servidão coletiva Ø Não eram ainda militarizados e expansionistas
Ø Elemento solar Rá como panteão religioso Final do Antigo Império
Ø Revoltas entre os nobres, rebeliões de camponeses e invasões de povos estrangeiros nômades, provocando o enfraquecimento da autoridade do faraó.
Ø Período conhecido por alguns historiadores como período feudal Primeiro período intermediário
Ø Estado desmembrado em pequenas unidades políticas
Ø Anarquia e InstabilidadeFalta de inundações




Médio Império ou Reino Médio ou Primeiro período tebano:

Perto de 2000 a.C., teve início uma luta contra os nomarcas, que, progressivamente, acabou restabelecendo o poder do faraó e a unidade do império. Essa reunificação do território, foi realizada por Mentuhotep II (reinou em 2061-2010 a.C.). Os primeiros soberanos da Dinastia tentaram estender seu controle de Tebas para o norte e o sul, iniciando um processo de reunificação que Mentuhotep completou depois de 2047 a.C., limitando o poder das províncias. A cidade de Tebas transformou-se na nova capital. O dinamismo do período deveu-se às novas obras de irrigação, ampliando as áreas agrícolas e produtivas, e à construção de grandes tumbas e templos. O comércio exterior intensificou-se e a Núbia foi conquistada, região rica em ouro. Durante o Médio Império os agricultores saíram da condição de servos, as forças militares regionais, foram substituídas por um exército de voluntários sob autoridade do poder central, e a influência dos sacerdotes foi contida. Tal foi o desenvolvimento que as artes e a literatura egípcia desta época transformaram-se em modelos áureos e fintes de interesse para as gerações futuras. Grandes obras arquitetônicas foram realizadas, como uma grande represa - Represa de Faium - construída por Amenemat I, da XII dinastia. Contudo, os vários levantes empreendidos pelos nobres que reivindicavam maior autonomia, acompanhados de rebeliões camponesas estimuladas pela penúria popular, minaram o poder central egípcio. Perto de 1.800 a.C., agravando ainda mais o quadro geral, teve início uma onda de invasões estrangeiras, com hebreus e, principalmente, hicsos, estabelecendo domínios na região. Segundo período intermediário. Os hicsos, povos de origem asiática, usavam cavalos, carros de guerra e armas feitas de ferro, equipamentos que até então eram desconhecidos no vale do Nilo. Esses recursos permitiram aos invasores isolar os faraós em Tebas e exercer um completo domino sobre a tributação, controlando o país por quase dois séculos. Foi construída uma nova capital, Aváris, e introduziram o cavalo e o bronze. Com o fim do Médio Império, iniciava-se um período de dominação estrangeira, que durou cerca de 150 anos, dando origem ao Segundo Período Intermediário. Durante a dominação dos hicsos, os hebreus, fugindo de uma grande estiagem na Palestina, entraram no Egito e se aliaram aos dominadores. O poder dos hicsos não chegou a se estender à totalidade do país, mas a reunificação total com a expulsão dos hicsos só foi conseguida com o primeiro rei do Reino Novo. O Segundo Período Intermediário foi diferente do primeiro, pois os hicsos introduziram uma série de inovações técnicas. Razões para Invasão dos Hicsos As principais razões que atraíram os Hicsos foram: 1- Escassez de alimentos na Ásia Ocidental, enquanto no Egito abundava alimentos; 2- A desordem resultante da presença de estrangeiros e a falta de coesão; 3- O atraso técnico e militar do Egito em comparação com alguns povos asiáticos; os exércitos egípcios eram formados essencialmente pela infantaria a pé. Como não dispunham de cavalos e não usavam carros de combate puxados a cavalo (pois, a roda não era "muito útil" no deserto), seriam um presa fácil para qualquer exército que tivesse cavalaria. Literatura Império médio Além dos textos dos sarcófagos, a literatura religiosa do Império Médio compreende numerosos hinos ao rei e a várias divindades — incluindo um longo hino ao Nilo —, e textos rituais. A sátira dos ofícios sublinhando aspectos positivos da vida fácil do escriba. Entre a narrativa destacam-se: Aventuras de Sinuhe,O relato do camponês eloqüente,Relato de um náufrago e A história do rei Khufu e os magos

Resumo Médio Império


Ø Reunificação do Egito por Mentuhotep
Ø Limitação do poder das províncias
Ø Tebas como capital
Ø Construção da represa Faium Ø Expansão Territorial
Ø Rebeliões de camponeses ,escravos, e nomarcas ; invasões estrangeiras 2º Período Intermediário
Ø período em que se iniciaram as invasões estrangeiras;
Ø nova capital: Avaris
Ø os invasores hicsos ocuparam o Egito, introduzindo as armas de ferro e os carros de combate puxados por cavalos.
Ø Invasão dos Hebreus
Ø Os hicsos introduziram uma série de inovações técnicas.




O Novo Império ( 1580 a.C – 525 a.C )

A dominação dos hicsos uniu os egípcios , despertando um forte sentimento militarista entre eles, que, a partir de Tebas e sob liderança de Amosis I, conseguiram expulsar os invasores em 1580 a.C. Vantagens para o Egito O período da ocupação Hicso trouxe algumas vantagens para o Egito
Ø Vulgarizaram o uso do bronze até então raramente empregado no país;
Ø Substituíram da liga de bronze importada, pela de cobre-arsênico;
Ø Introduziram a roda de oleiro aperfeiçoada;
Ø O tear vertical;
Ø O boi indiano (Zebu), mais resistente que o boi egípcio;
Ø Novas culturas de hortaliças e frutas até então desconhecidas no Egipto;
Ø Uso do cavalo e o carro de guerra .

Uma característica fundamental deste período foi o expansionismo e o poderio militar, pois a luta contra o invasor desenvolvera no egípcio um espírito militar conquistador. Após a expulsão dos hicsos, os hebreus, também invasores de origem asiática, foram dominados e escravisados. Perto de 1250 a.C os hebreus conseguiram deixar a região, sob o comando de Moises, no chamado Êxodo. Assim, a unidade territorial e política foi reestabelecida e Tebas retomou a posição de capital, dando inicio ao Novo Império, período de apogeu da civilização egípcia. A força do novo Império tratou de ampliar as fronteiras imperiais, destacando-se os faraós Tutmes III e Ramses II, bem como o reformador religioso, Amenofis IV Sob o governo de Tutmes III ( 1480 a.C 1448 a.C ) o império alcançou a sua maior expansão territorial, estendendo-se da quarta catarata do rio Nilo, ao sul, ate o rio Eufrates na Ásia, ao norte, subjugando os sírios, os fenícios e outros povos. Tal extensão territorial, assegurada pelas conquistas, fez do Egito o primeiro império mundial. A força militar do faraó era formada pela infantaria, armada de arcos, setas e lanças, e pela cavalaria equipada com carros. Dispunha também de uma esquadra composta de galerias a remo e barco a vela. Seguindo adiante na linha transitória do tempo, no rastro das conquistas evolucionais do povo egípcio, aparece a figura do faraó Amenófis IV (1377 a.C. – 1358 a.C.). Conhecido como o rei herético, procedeu uma revolução religiosa monoteísta, tentando pôr fim ao culto politeísta. Tida pelo faraó, como uma doutrina ultrapassada e conservadora, a religião egípcia cultuava várias divindades, tendo Amon-Ra, o sol, como a mais importante. O aumento constante da riqueza e da ingerência política dos sacerdotes de Amon, ameaçavam a autoridade do governo central. A reação de Amenófis IV foi o estabelecimento do culto monoteísta a Aton, o círculo solar, confiscando bens dos sacerdotes e excluindo os demais deuses. O próprio faraó mudou o seu nome, de Amenófis IV (na realidade é Amen-hotep = “Amon está satisfeito”), para Akhenaton (Ech-n-Aton = “Aquele que agrada a Aton”), e fundou uma nova capital, Akhetaton (= horizonte do disco solar), situada a pouco mais de 30 quilômetros de Tebas. Amenófis não conseguiu um herdeiro direto que lhe garantisse a continuação de suas idéias. Aproveitando-se dessa situação frágil, os sacerdotes depuseram Amenófis IV e outorgaram a Tutankhamon (= “Aquele que vive em Amon”), genro de Amenófis, o título de faraó, ratificando a força do Estado egípcio. Contudo, este faraó morreu aos dezenove anos de idade, em 1352 a.C. O seu túmulo foi encontrado em 1922, praticamente intacto e cheio de mobiliário e ornamentos típicos do período de apogeu da civilização egípcia. O prosseguimento das conquistas militares deu-se no governo do faraó Ramsés II (1292 a.C. – 1225 a.C.), que enfrentou e venceu vários povos asiáticos, como os hititas, na batalha de Kadesh. Foram quinze anos de enfrentamentos, até que, em 1272 a.C. egípcios e hititas assinaram um acordo de paz, o mais antigo que se conhecesse na história. Na busca da máxima exaltação de seu poder, Ramses II, que reinou por mais de setenta anos e teve 59 filhas e 79 filhos, chegou a desfigurar o rosto das estatuas do templo de Luxor e escrever nelas o seu próprio nome, inaugurando a pratica de uma revisão e adulteração da historia, que caracterizou muitos outros governantes ao longo da historia humana. O poderio e o esplendor alcançados no Novo Império eram evidenciados não apenas pelas conquistas militares, como também pelas manifestações culturais, a exemplo da construção dos templos de Karnac e Luxor, iniciados ainda no Médio Império e ampliados por outros faraós. Contudo, depois de Ramses II, foram poucos os períodos de estabilidade e unidade sob comando do governo central; assim, iniciou-se a fase de declínio da civilização egípcia.
Entre as várias razões contribuíram para tal estado de coisas, entre elas podemos citar:
1) as disputas de poder que envolviam os sacerdotes, que chegaram a constituir um Estado dentro do Estado, sob liderança do sumo-sacerdote, ignorando o poder do faraó;
2) outra razão foi o próprio exército, que, formado em grande parte por mercenários estrangeiros, acabou dispersando por uma desobediência hierárquica, determinando a quebra do poder estatal;
3) a mudança de comportamento dos poderosos, já entregues ao poder com ambição e corrompidos pelo luxo, o Estado começa a distanciar-se das leis divinas e assina a sua morte ou decrepitude.
O poder dos sacerdotes nessa epoca foi maior do que o do próprio faraó, aliados ao exército e estabeleceram um governo teocrático e independente do poder central. Desprotegido militarmente, o Egito foi perdendo pouco a pouco suas antigas conquistas e seus domínios orientais. Após 1100 a.C o Egito voltou a se dividir, passando a ter governantes autônomos e rivais no Alto e no Baixo Egito, fragilizando-se e facilitando o avanço de conquistadores vizinhos. Dentre estes, destacaram-se os assírios, que em 662 a.C., sob o comando de Assurbanipal, conquistaram a região. Os egípcios, porém, resistiram à dominação assíria e o faraó Psmético I (655 a.C. – 610 a.C.) obteve a libertação da nação, iniciando um intenso florescimento econômico e cultural.No período denominado renascimento saíta, pois Sais havia se transformado na nova capital, o Egito recuperou alguns territórios e uma forte unidade. Foi nessa fase, como descreve o historiador grego Heródoto, que o faraó Necao intensificou o comércio com a Ásia e financiou o navegador fenício Hamon numa viagem que contornou toda a costa africana. O navegador partiu do mar Vermelho, desceu pelo oceano indico, cruzou o sul da África, voltando a dirigir-se ao norte já no oceano atlântico e, depois de três anos estava de volta ao Egito pelo mar Mediterrâneo. Depois de Necao, as disputas políticas envolvendo burocratas, sacerdotes e militares ganharam intensidade e descontrole, e somadas as rebeliões camponesas, enfraqueceram definitivamente o império. As invasões tornaram-se cada vez mais freqüentes e bem sucedidas, até que, em 525 a.C., os persas, sob o comando de Cambises, conquistaram o Egito na batalha de Pelusa, destronando o faraó Psamético III. Transformado pelos conquistadores em uma província do Império Persa, o Egito foi vítima, posteriormente, de outras dominações, como a dos gregos, macedônios, romanos, árabes, turcos e ingleses, recuperando sua autonomia política somente no século XX. Durante o domínio romano teve início a penetração do cristianismo na região e, mais tarde, com a ocupação árabe, do islamismo, religiões que ajudaram a demolir o que restava da antiga cultura egípcia que durara perto de três milênios. Além dos exemplos arqueológicos, como as pirâmides e templos, chegaram até nós também resquícios de sua língua, ironicamente, através dos cultos da igreja cristã do Egito, ou copta. Literatura Império novo Dos textos funerários do Império Novo destaca-se, especialmente, o Livro dos mortos. A escrita dos hinos e inscrições históricas reais incrementaram-se tanto que os textos autobiográficos evoluiram para religiosos. Existem muitas histórias de personagens mitológicos como A disputa de Óros e Seth,A destruição da humanidade,O relato dos dois irmãos e A viagem de Unamon. Neste período, também existem várias coleções de poemas de amor.

Resumo Novo Império

Ø Militarização e Expansionismo
Ø Capital voltando a ser Tebas
Ø Expulsão dos hicsos;
Ø Escravização dos Hebreus
Ø Êxodo liderado por Moises
Ø infantaria, armada de arcos, setas e lanças,
Ø cavalaria equipada com carros
Ø Tentativa ao fim do Politeísmo introduzindo o monoteísmo,
Ø Divindade Aton, substituindo a divindade Amon-rá.
Ø Amenofis/ Amenhotep muda seu nome para Akhenaton
Ø Casado com Nefertiti , Amenofis não deixa herdeiro homem.
Ø Conflitos econômicos e religiosos causa a decadência do farao Amenofis que é deposto
Ø Tutancamon, toma o poder e reestabelece o politeísmo.
Ø Tutankhamon morre aos 18 anos Ø Invasão dos hititas Era de Ramses
Ø Expulsão dos hititas na famosa batalha de Kadesh
Ø Período de adulteração da historia
Ø Acordo de Paz mais antigo firmado por hititas e egípcios
Ø Construção dos Templos de Karnak e Luxor



Após Ramses iniciou-se uma fase de declínio. Motivos O poder dos sacerdotes nessa epoca foi maior do que o do próprio faraó, aliados ao exército e estabeleceram um governo teocrático e independente do poder central.


Ø disputas de poder que envolviam os sacerdotes, que chegaram a constituir um Estado dentro do Estado, sob liderança do sumo-sacerdote, ignorando o poder do faraó;
Ø outra razão foi o próprio exército, que, formado em grande parte por mercenários estrangeiros, acabou dispersando por uma desobediência hierárquica, determinando a quebra do poder estatal;
Ø a mudança de comportamento dos poderosos, já entregues ao poder com ambição e corrompidos pelo luxo, o Estado começa a distanciar-se das leis divinas e assina a sua morte ou decrepitude. Após 1100 a.C
Ø O Egito voltou a se dividir,
Ø Declínio do poder político do Faraó;
Ø Governos autônomos e rivais no Alto e no Baixo Egito
Ø Invasão e conquista dos assírios em 662 a.C
Ø Libertação da nação em 665 a.C pelo farao Psametico I Renascimento Saíta
Ø Capital Sais
Ø Tentativa de reestruturação do pais, através do governo Psamético l, príncipe da cidade de Sais;
Ø Necao navegador que foi financiado pelos egípcios contornou a Africa
Ø Super exploração dos camponeses, artesão e escravos;
Ø Disputas políticas, militares e sacerdotais.
Ø Invasão do Império Persa em 525 a.C. comandadas por Cambises
Ø Derrota egípcia na batalha de Pelusa


Período macedônio ou ptolomaico.
Nesse período, que vai até o ano 30 a.C., Alexandre foi recebido como libertador e fez-se reconhecer como "filho de Amon", sucessor dos faraós, prometendo respeitar as instituições e restaurar a paz, a ordem e a economia. Lançou as fundações da cidade de Alexandria. Com sua morte em 323 a.C., o controle do Egito passou a um de seus generais, Ptolomeu, que a partir de 305 a.C. iniciou a dinastia dos lágidas. Dentre seus herdeiros destacaram-se, inicialmente, Ptolomeu Filadelfo, cujo reinado durou de 285 a 246 a.C. e se notabilizou pela expansão comercial, a construção de cidades, e a criação de um museu e da biblioteca de Alexandria; sucedeu-lhe Ptolomeu Evérgetes, que reinou de 246 a 222 a.C. e impulsionou as letras e a arquitetura; e finalmente Ptolomeu Epífano, coroado em 196 a.C., que foi homenageado com a redação do decreto da pedra de Rosetta, em 204 a.C.Atacado por reinos helenísticos, o Egito colocou-se sob proteção romana, com submissão cada vez maior. Seguiram-se vários e cruéis reinados dos lágidas, até Ptolomeu Auletes que, com apoio romano, permaneceu no poder até 51 a.C., quando foi expulso pelos egípcios. Sua filha Cleópatra VII desfez-se, sucessivamente, de dois irmãos e apoiou-se no imperador romano Júlio César. Com a morte deste, em 44 a.C., ligou-se a Marco Antônio, mas diante da derrota frente às esquadras romanas, e do assassinato, ordenado por Otávio, do jovem Ptolomeu César, filho que tivera com César, suicidou-se em 30 a.C. Nessa época, a língua copta começou a ser usada independentemente da egípcia. O Egito foi então transformado em província romana. Soberanos de direito divino e culto imperial, os lágidas restauraram os templos, honraram a classe sacerdotal e entregaram a administração aos gregos. Alexandria, cidade grega por suas origens, comércio e cultura, foi o centro intelectual e comercial do mundo helenístico. Cleópatra A mais famosa rainha do Egito

Ø Cleópatra foi a última Rainha da Dinastia ptolomaica que dominou o Egito após a Grécia ter invadido aquele país. Filha de Ptolomeu XII com sua irmã, ela subiu ao trono egípcio aos 17 anos de idade, após a morte do pai. Contudo, ela teve que dividir o trono com seu irmão, Ptolomeu XIII (com quem casou), e depois, com Ptolomeu XIV.
Ø Tinha uma grande preocupação com o luxo da corte e com a vaidade. Costumava enfeitar-se com jóias de ouro e pedras preciosas ( diamantes, esmeraldas, safiras e rubis ), que encomendava de artesãos ou ganhava de pessoas próximas e familiares.
Ø A luta pelo poder entre ela e seus irmão gerou uma forte instabilidade política e econômica para o Egito. Diante disso, ela acabou exilada e decidiu pedir o auxílio de Roma ( atual Itália ). Sedutora e extremamente inteligente, ela sabia utilizar-se muito bem do poder que detinha. Num plano audacioso e arriscado, ela enviou a si própria, embrulhada dentro de um tapete, como presente a Julio César. Após desenrolar-se do tapete, seu argumento foi tão ousado quanto seu plano, ao dizer que havia ficado encantada com as histórias amorosas de César e assim queria conhece-lo. Tornaram-se amantes e ele a ajudou assassinar seu irmão em 51 A.C. Após isto, ela tornou-se a rainha e foi para Roma, onde deu a luz a Cesarion.
Ø A rainha retornou à terra natal após o assassinato de César, em 44 a.C. Ainda mais ambiciosa, ela tomou conhecimento da posição importante que Marco Antônio se encontrava na Anatólia, que ocupava o cargo de governador da porção oriental do Império Romano. Estimulada pela ambição que lhe era comum, a rainha seduziu este outro romano iniciando com ele um relacionamento amoroso em 37 A.C.
Ø Durante o período que estiveram em Alexandria, ela deu dois filhos a Marco Antonio que, em troca, devolveu-lhe os territórios de Cirene e outros, que até aquele momento, estavam sob o domínio do Império Romano.
Ø A atitude de Marco Antônio, que se deixava dominar cada vez mais pelo pode de sedução da rainha, devolvendo-lhe as terras que haviam sido conquistadas pelo Império Romano, incomodou de tal forma o Senado romano, que, este, declarou guerra a ambos. Após serem derrotados por Otávio na batalha naval de Ácio, ambos cometeram suicídio, tendo Cleópatra se deixado picar por uma serpente, em Alexandria, no ano 30 a.C. Após isto, o Egito voltou às mãos de Roma.